(Dedicado ao Professor: Silvano Marcos)
Leitura e interpretação textual
Questionário
1 Segundo o texto, qual o nome do protagonista da história?
a) Lucas
b) Pedro
c) Paulo
d) Silvano
2 O que foi revelado sobre o significado de amizade, quando os sequestradores ligaram para os contatos de Paulo?
R_____________________________________________________________________________________________________________________________________________
3 Quando os sequestradores ligaram para o professor Silvano, qual foi sua primeira reação?
a) Ajudar imediatamente;
b) Que aquela era uma chance de se livrar de um aluno problemático;
c) Que era uma brincadeira;
d) Chorar.
4 De acordo com o texto, por que o professor mudou de ideia e decidiu falar bem de Paulo?
R_____________________________________________________________________________________________________________________________________________
5 Os adjetivos que o professor usou para descrever Paulo foram:
a) Negativos
b) Falsos
c) Positivos e incentivadores
d) Irônicos
6 Quais foram os primeiros adjetivos que o professor pensou para descrever Paulo?
R_____________________________________________________________________________________________________________________________________________
7 O que Paulo aprendeu com essa experiência?
R_____________________________________________________________________________________________________________________________________________
8 Em sua opinião, como as palavras de um um professor podem influenciar a vida de um aluno? Conte-nos sua experiência:
R_____________________________________________________________________________________________________________________________________________
Conto: O Poder da Palavra de um Professor
2025
(Dedicado ao professor: Silvano Marcos)
Autora:
Laudicea
Mais uma segunda-feira. Paulo se arrumou para mais um dia de
aula: escovou os dentes, lavou o rosto e vestiu o uniforme. Já estava
quase na hora da aula começar quando lembrou-se que precisava comprar pão
na padaria da esquina para tomar o café.
Eram exatamente 7h15min quando
Paulo saiu de casa. De repente, surgiram alguns homens mascarados que o
sequestraram. Em poucos minutos, eles pegaram o celular do aluno e viram os
contatos da lista: “amigo Lucas”, “amigo Pedro”, “amiga Luana”, “amado
professor Silvano Marcos”. Pensaram: são com esses mesmos que temos
que falar e pedir o resgate.
Eram exatamente 12h15min quando os
sequestradores começaram as ligações.
Tum, tum, tum!
—Amigo Lucas: Alô, quem fala?
—Sequestrador: Sou um sequestrador
e estou com seu amigo Paulo. Só o liberarei caso paguem o resgate.
Lucas fica nervoso e responde que
não conhece nenhum Paulo.
—Sequestrador: Seu amigo Lucas
disse que não te conhece...
—Paulo: Como assim?
Os sequestradores continuaram e
ligaram para o próximo contato.
— Tum, tum, tum!
— Amigo Pedro: Alô, quem fala?
— Sequestrador: Sou um
sequestrador e estou com seu amigo Paulo. Só o liberarei mediante pagamento do
resgate.
Pedro também fica assustado e diz
que não conhece nenhum Paulo.
—Sequestrador: Seu amigo
Pedro também disse que não te conhece...
— Paulo: Que amigos são esses?
Mais uma ligação.
— Tum, tum, tum!
— Amiga Luana: Alô, quem fala?
— Sequestrador: Sou um
sequestrador e estou com seu amigo Paulo. Só o liberarei se pagarem o
resgate.
Luana corre até o professor e
conta tudo:
— Um sequestrador
ligou dizendo que está com o Paulo. Só vai soltá-lo se pagarem o resgate.
O professor fica nervoso e começa
a orar, pedindo a Deus sabedoria. Depois de se acalmar, pergunta a Luana como
tudo aconteceu. Nesse momento o telefone do professor toca.
— Tum, tum, tum!
—Professor: Alô, quem fala?
—Sequestrador: Sou um sequestrador
e estou com seu aluno Paulo. Só o liberarei mediante pagamento do
resgate.
O professor então lembra: Paulo é
um aluno que faz bagunça, atrapalha as aulas, não escreve, é indisciplinado.
Pensou, por um instante: “essa é a oportunidade de não vê-lo mais e ficar em
paz nas minhas aulas.” Mas logo se arrepende e reflete sobre sua missão como
professor. Decide então perguntar ao sequestrador qual é o valor do resgate.
O sequestrador exigiu
um valor muito alto.
—Professor: Nem todo o meu salário
de um ano chegaria a essa quantia.
—Sequestrador: Diga-me ao menos:
Paulo é um bom aluno nas aulas?
Nesse momento, Paulo fica ainda
mais angustiado por saber que seu comportamento não era adequado.
Há um silêncio.
— Sequestrador: Alguém na linha?
— Professor: Sim, estou aqui.
O professor pensa nos adjetivos
que descreveriam Paulo. Na primeira reação, lhe ocorrem palavras negativas: péssimo,
prejudicial, desagradável, inadequado, interesseiro, procrastinador, mau,
ruim... Mas, ele percebe que, se disser isso, pode colocar a vida do
aluno em risco. Então decide escolher outras palavras.
—Professor: Paulo é um aluno inteligente,
estudioso, excelente, maravilhoso, agradável, bom, feliz, correto e generoso.
O sequestrador ouviu atentamente cada palavra do
professor. Houve um longo silêncio do outro lado da linha. Então, de repente,
Paulo começou a rir.
—Sequestrador: Professor, não se
preocupe. Esse não foi um sequestro de verdade. Foi apenas um teste para saber
qual seria a atitude de um professor na hora de salvar um aluno.
Logo em seguida, Paulo foi
libertado, correu até a escola e abraça o professor, emocionado.
— Paulo: Professor, eu não sabia que o senhor
pensava isso de mim.
O professor
sorriu e respondeu:
— Professor: Paulo, hoje você teve
a chance de ver o quanto as palavras importam. Os adjetivos que
usamos podem machucar, mas também podem salvar.
A partir daquele dia, Paulo mudou
seu comportamento: passou a estudar, ajudar os colegas e participar com
respeito das aulas, pois entendeu o real valor de um o professor.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Sejam Bem-Vindos