quarta-feira, 15 de outubro de 2025

"A Soberba dos Substantivos”: Leitura e interpretação textual

Leitura e interpretação textual

Questionário


1. Onde se passa a história “A Soberba dos Substantivos”?

 

a) No pátio;

b) Em uma sala de aula;

c) Na cozinha;

d) Na biblioteca.


2. Qual era o conteúdo que a professora estava tentando ensinar naquele dia? 


a) Verbos

b) Substantivos

c) Pronomes

d) Adjetivos


3. O que aconteceu quando a professora começou explicar o assunto?

 

a) Os alunos começaram a conversar.

b) Os substantivos começaram a discutir.

c) O livro caiu no chão;

d) Os substantivos sumiram.


4. Qual é a principal mensagem que o texto transmite?

 

a) Que os substantivos são competitivos.

b) Que apenas o substantivo próprio é importante.

c) Que todos os substantivos têm sua importância e devem ser respeitados.

d) Que aprender gramática é difícil.


5. O Substantivo Simples e o Substantivo Composto discutem sobre suas diferenças. 

Explique, qual é a diferença entre eles.

 

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6. O Substantivo Primitivo se considera importante porque:

 

a) É o que dá origem a outros substantivos.

b) É o que indica qualidades.

c) É o que se escreve com letra maiúscula.

d) É o que indica sentimentos.


7. O que a professora disse no final da história para acabar com a confusão? 

Que todos os substantivos são úteis e devem se respeitar.


8. Você gostou da forma como foi explicado o assunto sobre substantivos?

 Explique o que mais chamou sua atenção e o que aprendeu com ela.

 

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Texto Base

A Soberba dos substantivos

De Autoria: Professora Laudicea — 2020


Tudo se passa em uma sala de aula, numa segunda-feira, com uma turma do 6º ano. A professora chega, cumprimenta os alunos com um afetuoso “Bom dia!” e anuncia:

— Vamos iniciar a aula! O assunto de hoje é Substantivo.

Ela começa a explicação:

— Substantivos são palavras que nomeiam seres, lugares, qualidades, sentimentos, noções, entre outros. Podem ser flexionados em gênero (masculino e feminino), número (singular e plural) e grau (diminutivo, normal e aumentativo).

— Agora, vamos conhecer a classificação dos substantivos. Cada um tem a sua importância. Vamos lá, turma linda!

Mas, nesse momento, algo curioso aconteceu: os substantivos, que estavam todos dormindo dentro do livro de Português, acordaram ao ouvir a professora — e começou a confusão!

— Deixe que eu falo, professora! — gritou o Substantivo Simples. — Sou formado por apenas um radical, como: amor, casa, felicidade, livro, roupa.

Você pode me usar assim: Vamos comer um sonho ali na minha casa?

O Substantivo Composto retrucou:

— O Substantivo Simples é muito intrometido! Tomou a vez da professora, mas eu vou colocá-lo no lugar dele. Ele pensa que é melhor do que eu!

— Sou o Substantivo Composto, formado por dois ou mais radicais, como: arco-íris, beija-flor, malmequer, passatempo, segunda-feira.

 

E continuou empolgado:

— Ainda existem dois tipos de composição: por justaposição e por aglutinação!

A professora tentou interromper:

— Chega! Agora eu continuo a aula!

Mas o Substantivo Composto não se calou:

— Na composição por justaposição, há junção de dois ou mais radicais, sem alteração dos elementos formadores: amor-perfeito (amor + perfeito), beija-flor (beija + flor), guarda-chuva (guarda + chuva), peixe-espada (peixe + espada), saca-rolhas (saca + rolhas).

Já na composição por aglutinação, há fusão dos radicais, com alteração em um deles: embora (em + boa + hora), planalto (plano + alto), vinagre (vinho + acre), fidalgo (filho + de + algo), dessarte (dessa + arte).

 

— Vejam só! — interrompeu o Substantivo Primitivo. — Esses dois acham que são os mais importantes, mas eu sou o original!

Sou o substantivo cuja origem vem de palavras de outras línguas, como latim, árabe, grego, francês e inglês.

Exemplos: algodão (do árabe al-qutun); chuva (do latim pluvial); folha (do latim folia); pedra (do grego pétra); quilo (do grego khylós).

O Substantivo Derivado riu alto:

— Kkkkk! Eu é que sou mais importante! Sou formado a partir de substantivos primitivos da língua portuguesa, como: açucareiro, chuvada, território, jardinagem, livraria.

O Substantivo Comum se meteu na conversa:

— Vocês acham que só porque sou comum eu não tenho valor? Eu nomeio genericamente os seres da mesma espécie, sem especificar: mãe, uva, computador.

Com elegância, o Substantivo Próprio respondeu:

— Eu sou escrito com letra maiúscula e nomeio seres individuais e específicos. Particularizo os seres dentro de sua espécie: Brasil, Carnaval, Flávia, Nilo.

Logo apareceu o Substantivo Coletivo:

— E eu? Sou escrito no singular, mas represento um conjunto de seres da mesma espécie!

Exemplo: arquipélago (conjunto de ilhas), cardume (conjunto de peixes), constelação (conjunto de estrelas).

O Substantivo Concreto se apresentou:

— Nomeio seres com existência própria, como objetos, pessoas, animais, vegetais, minerais, lugares...

Exemplos: mesa, chuva, Felipe, cachorro, samambaia.

E, por fim, o Substantivo Abstrato falou com voz suave:

— Eu nomeio conceitos, qualidades, estados, ações, sentimentos e sensações de outros seres.

Exemplos: amor, calor, beleza, pobreza, crescimento.

Nesse momento, a professora retomou o controle e disse:

— Para evitarmos conflitos, basta que cada um respeite o outro. Todos são importantes e têm sua utilidade. Cada um de vocês é essencial no momento certo!


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